
Os colegas fotógrafos que se encontram todos os anos na Feira do Livro, a direita Miguel Costa que colabora com o Jornal Fala Brasil! Ft Zé Augustho Marques
Na Livraria Cultura em 27/10/11
Agradecemos a homenagem Nosly
Ju Vieira
Em breve vídeos no nosso Canal do YouTube…
Apoio:
Movimento Fala Brasil
E a gente se divertiu cantando com Nosly, hoje no Fala Brasil!
Pedro Mazzan tirando umas músicas e Eu, e Ju Vieira acompanhando e fotografando e filmando…
Que boa visita amigo Nosly! Trabalho lindo o teu CD Parador.
Para ouvir:
http://www.radio.uol.com.br/#/busca/artista/nosly
NESTE Sábado na Livraria Cultura. Vamos?
Show Parador de Nosly em Porto Alegre/RS
dia 27 de outubro (sábado) na Livraria Cultura
Sábado, às 19h 30
Bourbon Shopping Country – Av. Túlio de Rose, 80 – Passo DAreia
Apoio:
Movimento Fala Brasil

Parador, terceiro disco do cantor, compositor e violonista maranhense Nosly e o primeiro com foco mais direto no público brasileiro continua abrindo espaços país afora. Acompanhado apenas de seu violão, o que não é pouco diante da intimidade do músico com o instrumento, Nosly se apresentou em Curitiba (PR) no dia 23 de outubro (TEATRO PAIOL), e dia 27 de outubro será a vez da Livraria Cultura em Porto Alegre (RS).
Depois de um antológico show de lançamento no Teatro Arthur Azevedo em São Luís (MA) onde se apresentou com um time de músicos de primeira linha e direito à participação especial do amigo Toninho Horta, Nosly adota o formato pocket show. Se por um lado a fórmula priva o público do peso instrumental, por outro privilegia a interação com a platéia, que pode conferir os dotes de um violonista em grande forma.
No set list, onde predominam o repertório de Parador, há espaço reservado para momentos marcantes da carreira do artista, canções fazem parte dos CDs Teu Lugar(2000) e Nave dos Sonhos(2007).
Parador é um namoro escancarado com o pop. Tudo nele, da embalagem aos arranjos é um afago aos ouvidos volúveis destes tempos rápidos e rasteiros. Só que Nosly, cidadão do mundo da música, acumulou bagagem pesada nas tantas horas de voo de sua considerável trajetória internacional, e não foi fácil reduzi-la ao essencial. O resultado traz ganhos evidentes para o universo pop.
O caso de Nosly é singular, apesar dos muitos pontos de convergência com tantos nomes surgidos ou de carreiras consolidadas na última década, que vitaminaram a canção brasileira com fartas doses de lirismo e poesia, a exemplo do parceiro de início de jornada, Zeca Baleiro, mas também Chico César, Otto, Lenine, Rita Ribeiro, Vander Lee e tantos outros.
Instrumentista de amplos recursos e melodista idem, Nosly viu seu caminho pender naturalmente para o lado instrumental, e só aos poucos foi se revelando intérprete de igual solidez. Em Parador, ele encontrou seu ponto de fusão. O disco transborda esse contentamento, de quem trabalhou duro para sentir-se à vontade em um ambiente relativamente novo.
A canção que dá nome ao disco, composta com Gerude e Luís Lobo, é exemplar nesse sentido. Estilosa e grudenta no melhor sentido, traz uma alegria contida em seus acordes menores, mas exaltada na linha vertiginosa do baixo fankeado, de resultado irresistível. Graças a esses atributos, a canção começa a despontar como hit nos dials locais.
Impossível não destacar Oh baby perdoe, historinha romântico-proletária capaz de derreter corações radiofônicos com sua orquestração acústica e teclado baladeiro, bem como Versos Perdidos, regravação de sua parceria com Baleiro e Fausto Nilo, sucesso de Baladas do Asfalto. Nosly sai dignamente da inevitável comparação.
O contrabaixo do rastaman maranhense Gérson da Conceição por si só justificaria a presença da versão do sucesso do Toto, I’ll be over you, no disco, mas o fato é que a versão ficou bem bacana e pra cima.
Importante destacar, por se tratar de um artista à primeira vista mais associado à construção melódica, a preocupação de Nosly – e não somente neste disco – em privilegiar o texto, procurando a companhia de artífices da palavra (cantada ou não) e poetas da canção. Em Parador, a lista é longa: Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Chico César, Fernando Abreu, Sérgio Natureza e Olga Savary.
Apesar de Doer, parceria com Vanessa Baumagny, e Aldeia, que Nosly divide com o poeta Celso Borges e que ganha o reforço de Zeca Baleiro na gravação são os dois momentos mais sublimes do disco. Sublimidade que às vezes só a melancolia pode atingir e que reforça um possível conceito a respeito deste disco: pop sim, descartável jamais.
Para ouvir:
http://www.radio.uol.com.br/#/busca/artista/nosly
Show Parador de Nosly em Porto Alegre/RS
dia 27 de outubro (sábado) na Livraria Cultura
Sábado, às 19h 30
Bourbon Shopping Country – Av. Túlio de Rose, 80 – Passo DAreia
Apoio:
Movimento Fala Brasil
Parador, terceiro disco do cantor, compositor e violonista maranhense Nosly e o primeiro com foco mais direto no público brasileiro continua abrindo espaços país afora. Acompanhado apenas de seu violão, o que não é pouco diante da intimidade do músico com o instrumento, Nosly se apresentou em Curitiba (PR) no dia 23 de outubro (TEATRO PAIOL), e dia 27 de outubro será a vez da Livraria Cultura em Porto Alegre (RS).
Depois de um antológico show de lançamento no Teatro Arthur Azevedo em São Luís (MA) onde se apresentou com um time de músicos de primeira linha e direito à participação especial do amigo Toninho Horta, Nosly adota o formato pocket show. Se por um lado a fórmula priva o público do peso instrumental, por outro privilegia a interação com a platéia, que pode conferir os dotes de um violonista em grande forma.
No set list, onde predominam o repertório de Parador, há espaço reservado para momentos marcantes da carreira do artista, canções fazem parte dos CDs Teu Lugar(2000) e Nave dos Sonhos(2007).
Parador é um namoro escancarado com o pop. Tudo nele, da embalagem aos arranjos é um afago aos ouvidos volúveis destes tempos rápidos e rasteiros. Só que Nosly, cidadão do mundo da música, acumulou bagagem pesada nas tantas horas de voo de sua considerável trajetória internacional, e não foi fácil reduzi-la ao essencial. O resultado traz ganhos evidentes para o universo pop.
O caso de Nosly é singular, apesar dos muitos pontos de convergência com tantos nomes surgidos ou de carreiras consolidadas na última década, que vitaminaram a canção brasileira com fartas doses de lirismo e poesia, a exemplo do parceiro de início de jornada, Zeca Baleiro, mas também Chico César, Otto, Lenine, Rita Ribeiro, Vander Lee e tantos outros.
Instrumentista de amplos recursos e melodista idem, Nosly viu seu caminho pender naturalmente para o lado instrumental, e só aos poucos foi se revelando intérprete de igual solidez. Em Parador, ele encontrou seu ponto de fusão. O disco transborda esse contentamento, de quem trabalhou duro para sentir-se à vontade em um ambiente relativamente novo.
A canção que dá nome ao disco, composta com Gerude e Luís Lobo, é exemplar nesse sentido. Estilosa e grudenta no melhor sentido, traz uma alegria contida em seus acordes menores, mas exaltada na linha vertiginosa do baixo fankeado, de resultado irresistível. Graças a esses atributos, a canção começa a despontar como hit nos dials locais.
Impossível não destacar Oh baby perdoe, historinha romântico-proletária capaz de derreter corações radiofônicos com sua orquestração acústica e teclado baladeiro, bem como Versos Perdidos, regravação de sua parceria com Baleiro e Fausto Nilo, sucesso de Baladas do Asfalto. Nosly sai dignamente da inevitável comparação.
O contrabaixo do rastaman maranhense Gérson da Conceição por si só justificaria a presença da versão do sucesso do Toto, I’ll be over you, no disco, mas o fato é que a versão ficou bem bacana e pra cima.
Importante destacar, por se tratar de um artista à primeira vista mais associado à construção melódica, a preocupação de Nosly – e não somente neste disco – em privilegiar o texto, procurando a companhia de artífices da palavra (cantada ou não) e poetas da canção. Em Parador, a lista é longa: Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Chico César, Fernando Abreu, Sérgio Natureza e Olga Savary.
Apesar de Doer, parceria com Vanessa Baumagny, e Aldeia, que Nosly divide com o poeta Celso Borges e que ganha o reforço de Zeca Baleiro na gravação são os dois momentos mais sublimes do disco. Sublimidade que às vezes só a melancolia pode atingir e que reforça um possível conceito a respeito deste disco: pop sim, descartável jamais.
Para ouvir:
http://www.radio.uol.com.br/#/busca/artista/nosly
Show Parador de Nosly em Porto Alegre/RS
dia 27 de outubro (sábado) na Livraria Cultura
Sábado, às 19h 30
Bourbon Shopping Country – Av. Túlio de Rose, 80 – Passo DAreia
Apoio:
Movimento Fala Brasil
Andréa Avila
(51) 9327.0222
Garota Vinil Produtora
Msn garotavinilprodutora@hotmail.com
Skype garotavinil
Bacana a lembrança e a matéria. Parabéns!
Até hoje não entendo porque as edições e publicações culturais em Porto Alegre, só viram história depois que acabam… Se foi tão bom e importante, porque ainda sofremos tanto para ter apoio para divulgar CULTURA? E o que faz dos grandes veículos terem cada vez menos espaço pra CULTURA, principalmente a CULTURA local? Mas vamos em frente… Quem sabe um dia o Fala Brasil! também vire livro de registros? Quem sabe depois que ACABAR… Não é SEcretários de Cultura do Estado e do Município?? Precisamos de patrocínio também… SOS 18 anos de FALA BRASIL! Batemos record da resposta “NÃO tem verba”… pro FALA BRASIL! não tem anúncio... ATÉ quando? Algum problema com nosso editorial e com a valorização e visibilidade da Cultura Local? Estamos aguardando respostas amigos da Cultura….
29/09/2012 11:33 – Atualizado em 29/09/2012 12:28
Suplemento foi publicado pela primeira vez em 1967
Crédito: Ricardo Giusti / Reprodução / CP
Em 30 de setembro de 1967, o Correio do Povo publicava a primeira edição do Caderno de Sábado, o maior suplemento cultural já produzido no Rio Grande do Sul. Na capa, era estampada uma crônica de Clarice Lispector,
“Para os Ricos que São Bons”. A escritora na época era jornalista e cronista do Jornal do Brasil. Após 646 edições, a circulação do caderno foi interrompida em 10 de janeiro de 1981.
A gênese do caderno partiu da insistência de Paulo Fontoura Gastal e Oswaldo Goidanich com o Dr. Breno Caldas, presidente da Caldas Júnior, por um suplemento literário. Um dia, numa noite de quarta-feira, Breno Caldas passou pelos dois nos corredores da empresa e disse: “vamos fazer aquele caderno a partir de sábado”, dando dois dias para que os dois preparassem o caderno.
Por entre as fileiras de colaboradores do Caderno de Sábado, passaram os principais intelectuais daquela geração dos anos 60 e 70 como Guilhermino César, Moysés Vellinho, Raul Bopp, Paulo Hecker Filho, Donaldo Schüler,
José Hildebrando Dacanal, Gerd Bornheim, Carlos Nejar, Armindo Trevisan, Sérgio Faraco, Herbert Caro, Antônio Hohlfedlt, Luiz Antônio Assis Brasil e Sergius Gonzaga, estes dois últimos atuais secretários de Cultura do Estado e de Porto Alegre.
O secretário estadual de Cultura, Luiz Antônio Assis Brasil, reputa o caderno como o grande fórum de discussões das questões literárias da época. “Não quero ser tão categórico, mas todos os grandes escritores da minha geração foram lançados no Caderno de Sábado. O grande desejo de todo o intelectual e escritor era ter seu texto publicado no caderno”, afirma.
O secretário municipal de Cultura, Sergius Gonzaga, ressalta que o caderno foi um dos grandes responsáveis por divulgar a cultura letrada da época. “O suplemento teve um peso decisivo na divulgação da explosão dos
contistas, poetas e romancistas gaúchos dos anos 60 e 70”, afirma Sergius, lembrando que a divulgação da literatura latino-americana e dos temas de história nacional e internacional, com colaboradores como F. Riopardense de Macedo e Décio Freitas era outro dos pilares da publicação.
O Correio do Povo entrevistou dois colaboradores do Caderno de Sábado, Antônio Hohlfeldt e Ney Gastal, que lembraram com saudades da publicação. Clique nos links para ler as entrevistas na íntegra.
Fonte: Luiz Gonzaga / Correio do Povo